sexta-feira, 10 de julho de 2009

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"estar contigo é a definição de felicidade."

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aqui estou eu então, uma ex-polígama pseudo-omnipresente-omnipotente-&-omnisciente com tendência para o egocentrismo & para a megalomania, num estado de absurda melancolia padecendo de uma paixão imensurável.

terça-feira, 30 de junho de 2009

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& depois dás-me vontade de encher a cidade de post-its, mesmo sabendo que não passarás nestas ruas senão dentro de mim.

sábado, 13 de junho de 2009

terça-feira, 9 de junho de 2009

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mas entendes agora a importância do pescoço para mim numa relação, não entendes?
daí o cachecol.

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vês?, eu até sou tão boa menina que mantenho a (minha) língua bem dentro da (minha) boca para não te traumatizar.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

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-amanhã.
-& depois.
-basta quereres.

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fomos à loja grande dos tecidos. entrámos, dirigimo-nos ao piso de cima. olhávamos as estantes, deixando uns quantos passar despercebidos & tocando uns tantos outros.
até que prendi nela os olhos &, bebendo mentalmente a suavidade da sua pele, confessei-lhe com todo o fascínio:
-mas o meu preferido é, sem dúvida, o teu tecido celular.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

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-não te preocupes, daqui a uns anos vais ter uma namorada bué fixe & bué gira & com bué cérebro!
-wow! vais ficar comigo assim tanto tempo?

domingo, 31 de maio de 2009

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-tenho mãos de criança.
as crianças gostam de brincar.
-eu sou uma criança.
-a sério? olha, as minhas mãos estão a perguntar se podem brincar contigo!

sábado, 30 de maio de 2009

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não prolongues as palaaaaavras!

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estou direita onde tu esquerda-me.

i am right where you left me.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

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a mãe da minha namorada acha que eu gosto de meninas.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

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sou a pessoa mais querida & modesta do mundo.

domingo, 24 de maio de 2009

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concordámos então em escrever uma música que não fosse sobre sexo. pensámos durante muito tempo, mas não nos ocorria nada. acabámos por escrever uma sobre sono.
eu continuei a achar que o sexo estava implícito.

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a tecla espaço deste computador não funcionabem.

sábado, 23 de maio de 2009

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não voltes, fica!

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-toma um autocolante para ires a minha casa.
-não, não! hoje sou imune ao amor.

domingo, 17 de maio de 2009

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-diz-me um sinónimo para oferecer.
-como é que se oferece um sinónimo?

sábado, 16 de maio de 2009

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quando? depois de amanhã? já tenho coisas marcadas!
mas de qualquer forma avisa se efectivamente decidires passar por estes lados, posso tentar ir ter contigo.

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gaita. gaitas! mil! & tambores, danças & atacadores.
o que é que eu quero?! quero um gato!
um gato que me morda, que me arranhe & que me adormeça no colo.

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saiu agora do autocarro na câmara municipal a menina de franja castanha, cachecol laranja & casaco preto com botões que entrou ao pé daquela tasca perto da estação.
era mesmo gira. & olhou imenso para mim a viagem toda.
se eu fosse o jorge já estava a achar que ela estava a flirtar.

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há dias matámo-nos, no corredor.
desde aí, sorrimos sempre que nos cruzamos.

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é como uma estátua.
demasiado grande, sublime & intocável.
mas, ao contrário do que se poderia esperar, mexe-se & anda.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

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-olha, ela está a dizer olá!
-calma, imensa tralha aqui.
-estás dentro do armário?
-não, estou fora.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

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o teu cheiro, outra vez. uma euforia histérica, quase estúpida, assola-me & desmaia na ternura que em mim explode.
oh, quero tanto sniffar-te!

sábado, 2 de maio de 2009

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quando me vires, quero que me dês um beiginorme.

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"& só se satisfazia à noite, indo refugiar-se no sótão com as criadas portuguesas, para (...) agachada numa esteira - gozando ali, num murmúrio de (...) em país protestante, o encanto de uma (...)!"

sexta-feira, 24 de abril de 2009

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-10pe-te. - disse-lhe num tom de ordem, ao ouvido.
ela obedeceu sem hesitar.

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-também tenho que te mandar uma coisa, mas ando a ver se arranjo tempo.
-um beijo? manda, manda!
-eu mando-te um beijo todos os dias, de manhã, tu é que não notas.
-ah, então és tu! eu bem que sentia qualquer coisa quando acordava.

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não tenho jeito para piropos, mas se tivesse mandava-te um.

(isto é uma tentativa de elogio inócuo.)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

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-de onde vens? de onde tiraste essas três cabeças? sete esferas não podem rasgar-te assim!
-eu? venho de ti, onde sempre vivi. mas nunca me apercebi. & surjo assim, de cada vez que reviras os olhos & fazes de mim um qualquer outro poço de impaciência.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

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se te aperceberes de que uma criança está prestes a dizer que não gosta de ti, FOGE!
as crianças são armas terríveis.

domingo, 19 de abril de 2009

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estimada pessoa de aparente & provável simpatia:
peço perdão pelo eventual incómodo/atrevimento da minha parte, mas perante a ternura que em mim despertou a vossa presença, achei por bem informar que dou amplexos.
feel free to ask. :)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

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-ele até já foi do dark!
-é melhor dark receber.

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"eu não sou seguidor da internet, mas mostraram-me."

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"o meu amado meteu a mão na fechadura,
fazendo-me estremecer em meu íntimo."

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"digam-lhe que estou doente de amor."

quinta-feira, 16 de abril de 2009

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nesse dia passaste por aqui.
não sei que dia era, mas lembro-me que fiquei feliz.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

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-je veux te donner une chose vraiment fantastique, une des plus magnifiques du monde!
-quoi, mon amour? ta présence?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

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não querer saber.
é a isto que chegamos! aqui estou eu então, a não querer saber.
não quero saber se ela tem milhentos caracóis, ainda por cima ruivos.
não quero saber se eles farão sexo esta noite ou se o email desta manhã será somente mais um sem resposta.
não quero saber se me forem rogadas pragas ou feitas macumbas por não estar a consumir.
não quero saber.
não quero saber do estrondo.
não quero saber se ele corre.
não quero saber se é fumo o que vejo lá fora.
ninguém repara que ele esboça retratos rápidos de toda a gente. lá está, estão todos a não querer saber.
-que achas?
-sei lá!
nem sei se quero saber.

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aqui ninguém se toca.
as migalhas caem no chão, os aviões cruzam os céus. a luz ofusca & tudo está separado por degraus. tudo.
aqui não sei o meu nome. aqui sofro de alalia & o meu timing não funciona.
aqui não sei de nós, mui menos de mim.
elas sorriem, alheias, longínquas. & eu nem sei onde nos deixei!
aqui o amor foge de nós, o sol queima-o & o vento leva-o. estúpidos delatores da minha impotência.
aqui decresço, reduzo-me, perco o poder flagrante do olhar porque aqui olhar custa.
lixo, sombra, senta, dorme, fuma, come, ouve, finge, acorda.
there's no feedback.

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deixaste no canto da minha boca o sabor do nosso maior suspiro.