concordámos então em escrever uma música que não fosse sobre sexo. pensámos durante muito tempo, mas não nos ocorria nada. acabámos por escrever uma sobre sono.
eu continuei a achar que o sexo estava implícito.
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domingo, 24 de maio de 2009
sábado, 16 de maio de 2009
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gaita. gaitas! mil! & tambores, danças & atacadores.
o que é que eu quero?! quero um gato!
um gato que me morda, que me arranhe & que me adormeça no colo.
o que é que eu quero?! quero um gato!
um gato que me morda, que me arranhe & que me adormeça no colo.
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excesso de amor para dar,
fritalhices
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há dias matámo-nos, no corredor.
desde aí, sorrimos sempre que nos cruzamos.
desde aí, sorrimos sempre que nos cruzamos.
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straightices
quinta-feira, 23 de abril de 2009
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-de onde vens? de onde tiraste essas três cabeças? sete esferas não podem rasgar-te assim!
-eu? venho de ti, onde sempre vivi. mas nunca me apercebi. & surjo assim, de cada vez que reviras os olhos & fazes de mim um qualquer outro poço de impaciência.
-eu? venho de ti, onde sempre vivi. mas nunca me apercebi. & surjo assim, de cada vez que reviras os olhos & fazes de mim um qualquer outro poço de impaciência.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
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se te aperceberes de que uma criança está prestes a dizer que não gosta de ti, FOGE!
as crianças são armas terríveis.
as crianças são armas terríveis.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
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não querer saber.
é a isto que chegamos! aqui estou eu então, a não querer saber.
não quero saber se ela tem milhentos caracóis, ainda por cima ruivos.
não quero saber se eles farão sexo esta noite ou se o email desta manhã será somente mais um sem resposta.
não quero saber se me forem rogadas pragas ou feitas macumbas por não estar a consumir.
não quero saber.
não quero saber do estrondo.
não quero saber se ele corre.
não quero saber se é fumo o que vejo lá fora.
ninguém repara que ele esboça retratos rápidos de toda a gente. lá está, estão todos a não querer saber.
-que achas?
-sei lá!
nem sei se quero saber.
é a isto que chegamos! aqui estou eu então, a não querer saber.
não quero saber se ela tem milhentos caracóis, ainda por cima ruivos.
não quero saber se eles farão sexo esta noite ou se o email desta manhã será somente mais um sem resposta.
não quero saber se me forem rogadas pragas ou feitas macumbas por não estar a consumir.
não quero saber.
não quero saber do estrondo.
não quero saber se ele corre.
não quero saber se é fumo o que vejo lá fora.
ninguém repara que ele esboça retratos rápidos de toda a gente. lá está, estão todos a não querer saber.
-que achas?
-sei lá!
nem sei se quero saber.
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aqui ninguém se toca.
as migalhas caem no chão, os aviões cruzam os céus. a luz ofusca & tudo está separado por degraus. tudo.
aqui não sei o meu nome. aqui sofro de alalia & o meu timing não funciona.
aqui não sei de nós, mui menos de mim.
elas sorriem, alheias, longínquas. & eu nem sei onde nos deixei!
aqui o amor foge de nós, o sol queima-o & o vento leva-o. estúpidos delatores da minha impotência.
aqui decresço, reduzo-me, perco o poder flagrante do olhar porque aqui olhar custa.
lixo, sombra, senta, dorme, fuma, come, ouve, finge, acorda.
there's no feedback.
as migalhas caem no chão, os aviões cruzam os céus. a luz ofusca & tudo está separado por degraus. tudo.
aqui não sei o meu nome. aqui sofro de alalia & o meu timing não funciona.
aqui não sei de nós, mui menos de mim.
elas sorriem, alheias, longínquas. & eu nem sei onde nos deixei!
aqui o amor foge de nós, o sol queima-o & o vento leva-o. estúpidos delatores da minha impotência.
aqui decresço, reduzo-me, perco o poder flagrante do olhar porque aqui olhar custa.
lixo, sombra, senta, dorme, fuma, come, ouve, finge, acorda.
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